Última alteração: 2015-12-01
Resumo
As práticas restaurativas, alternativamente ao sistema prisional brasileiro tradicional caracterizado pela prevenção e retribuição, têm se mostrado como meios mais eficazes para a resolução de situações conflitantes decorrentes de atos delitivos, ao fato de ser um modelo mais humano, igualitário e que devolve as partes, sendo vÃtima e agressor, o poder de decisão sob suas próprias vidas, considerando as suas necessidades, sem deixar de lado o papel imprescindÃvel desempenhado pela famÃlia e sociedade, bem como a responsabilização e reconhecimento dos danos causados e suas consequências. Entretanto, apesar dos princÃpios restaurativos apresentarem maior importância no mundo contemporâneo, alguns de seus elementos podem ser notados conforme o desenvolvimento dos paradigmas de justiça na cultura dos povos mais antigos, mesmo que de forma mais inibida. Haja vista que, seu entendimento de justiça já abarcava a importância do relacionamento interpessoal entre infrator, vÃtima, famÃlia e sociedade, sendo pela perspectiva comunitária ou até mesmo bÃblica. O presente trabalho, por meio do método de abordagem o hipotético-dedutivo e procedimental o histórico, pois utilizou-se de doutrinas realizando um aparato da história sobre o tema, busca realizar um estudo para uma melhor e maior compreensão acerca do que é justiça restaurativa.