Última alteração: 2015-10-30
Resumo
O presente trabalho teve como objetivo avaliar o nÃvel de ruÃdo produzido dentro da clÃnica odontológica e apresentar os riscos ocupacionais que os mesmos implicam à saúde do cirurgião-dentista. A metodologia utilizada foi de natureza quantitativa experimental, os dados foram coletados através de um decibelÃmetro posicionado e preso na altura do ouvido de um cirurgião dentista durante três horas e trinta minutos de atendimento, cinco vezes por semana, num perÃodo de 20-30 dias. A amostra foi composta por 80 aferições de nÃvel de ruÃdo, nas clinicas dos 4º, 6º e 8º semestres do curso de odontologia da Faculdade Meridional IMED da cidade de Passo-Fundo/RS. Os resultados foram avaliados com ANOVA e teste Tukey, onde a média de ruÃdo geral foi de 79,22 decibéis e as medias de comparações entre as clinicas ficaram a baixo de 85 dB. Concluiu-se que o ambiente das clinicas em relação aos nÃveis de ruÃdo obtidos não ultrapassaram os decibéis instituÃdos pela norma do Ministério do Trabalho NR 15, que institui em 85 dB o limite máximo permitido para uma atividade de 8 horas diária, além de ser, responsável pela medida que estabelece a insalubridade. Porém os valores obtidos ultrapassaram os nÃveis de decibéis aceitáveis quando comparados aos valores encontrados nas normas da Organização Mundial de Saúde, fazendo com que a exposição diária a estes valores de ruÃdo encontrados possam levar o cirurgião dentista a apresentar estresse, fadiga, lenta perda da audição, falta de atenção e etc. O cuidado e a prevenção são fatores determinantes para o não acometimento dos efeitos nocivos causados pelo ruÃdo.