Portal de Conferências, VIII Semana Acadêmica de Odontologia

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PERCEPÇÃO SOBRE MAUS-TRATOS INFANTIS PELOS ACADÊMICOS E DOCENTES DE ODONTOLOGIA
Olivia Dorigoni, Régis Gambatto, Kelli Cristina Tessaro, Joane Cechetti, Lilian Rigo

Última alteração: 2018-10-04

Resumo


Introdução: Maus-tratos infantis eÌ um importante problema de sauÌde em niÌvel mundial, tendo sido definido como cuidados fiÌsicos e emocionais inadequados, abuso sexual e/ou tratamento negligente que resultam em dano atual ou potencial aÌ€ sauÌde, desenvolvimento ou dignidade de uma criança ou adolescente no contexto de um relacionamento de responsabilidade, confiança ou poder.1 A violeÌ‚ncia contra a população infantil tem sido reconhecida por sua repercussão biopsicossocial, o que pode ocasionar consequeÌ‚ncias graves de aÌ‚mbito fiÌsico, sexual, comportamental, psicoloÌgico, emocional e cognitivo, interferindo no crescimento e desenvolvimento da criança.2

Objetivos: O objetivo deste estudo foi avaliar o grau de conhecimento de acadêmicos docentes do curso de Odontologia da Faculdade Meridional/IMED frente aos maus-tratos infantis.
Material e MeÌtodos: O presente estudo eÌ do tipo quantitativo descritivo, cuja amostra foram todos os 116 alunos e os 28 professores. O instrumento aplicado para a coleta dos dados foi um questionaÌrio adaptado de Silva (2015)3 composto por 14 questões objetivas que quantificou as diferentes opiniões e atitudes da amostra. A coleta de dados foi realizada por um uÌnico pesquisador e respondida pelos acadeÌ‚micos e docentes em um soÌ momento. Resultados: A maioria relatou identificar marcas pelo corpo, hematomas e medo como principais sintomas de maus-tratos, sendo a região do corpo mais afetada, a cabeça e pescoço, segundo os estudantes e os braços, segundo os professores. Como possiÌveis sinais apresentados, a maioria destacou que o isolamento eÌ o principal, seguido pelo reprimento. Em caso de identificação de maus-tratos infantis em um paciente, 76,9% dos alunos e 79,3% dos professores fariam a denuÌncia ao Conselho Tutelar, poreÌm mais da metade da amostra afirma que não recebeu informações necessaÌrias sobre o tema do abuso infantil nos cursos de Graduação.


Conclusões: A partir da anaÌlise dos resultados foi possiÌvel concluir que os professores e alunos tem conhecimento sobre as formas de maus-tratos, entendem os principais sinais e sintomas nas crianças e denunciariam, caso atendessem algum paciente com essas condições. PoreÌm, nem todos obtiveram conhecimento deste tema relevante na Faculdade. Fato este, que deve ser levado em consideração nas grades curriculares dos cursos de Graduação da aÌrea da sauÌde.


Palavras-chave


Maus-tratos infantis. Violência. Criança. Odontologia.

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