Última alteração: 2017-06-14
Resumo
A cor não existe. É a faculdade que os seres vivos têm de capturar, reter e interpretar certas parcelas ou comprimentos de onda do espectro de luz e caracterizar estes dados ou informações como sendo uma determinada cor, com base em experiências anteriores, aspectos culturais, influência do meio circundante e, claro, limitações fÃsicas e bioquÃmicas. Seria mais provável assumir que não existe cor, mas “situação de corâ€: um conjunto complexo de variáveis que resultará em uma determinada cor, a um determinado observador, uma única vez naquele instante. As diferenças, no entanto, são sutis e o olho humano, uma ferramenta razoavelmente falÃvel e limitada. À ciência de mensuração e estudo da cor, dá-se o nome de colorimetria.
Ao engodo milenar que chamamos de cor, surgiu um negócio bilionário e global. Fabricantes de pigmentos e corantes, instrumentos e máquinas para pintura, lâmpadas, aparelhos de medição, impressoras, referências de cores, softwares de gerenciamento e assim por diante, todos participam deste lucrativo filão.
Tudo isso porque, sabe-se, a cor influencia a todos nós, os consumidores. Uma escolha correta de cores pode ser o fator decisivo na compra de um produto, na lembrança de uma marca, na geração de empatia num primeiro contato e em permanecer ou sair de um estabelecimento. A cor pode afetar o estado fÃsico e o psicológico, influindo na ansiedade, cansaço, estresse e humor, por exemplo. Logo, o poder de definir uma cor corretamente e controlar a sua reprodução, em qualquer meio, tecnologia e local é incomensurável.