Última alteração: 2018-09-03
Resumo
A participação de pais e cuidadores na psicoterapia infantil são de suma importância, pois através deste engajamento se alcança resultados positivos. A complexidade da relação entre pais e filhos evita episódios de comportamentos disfuncionais, dificuldade nos relacionamentos, assim como, o agravamento de transtornos psiquiátricos (Lobo, Katherine, & Ilana, 2011). Existe uma ligação entre os sintomas da criança e a dinâmica familiar, com isto, se faz necessário aprofundar a queixa do paciente com a dinâmica da famÃlia (Sei, Souza, & Arruda, 2008). Esse estudo tem como objetivo analisar a influência da participação de pais na terapia cognitivo-comportamental infantil (TCC). Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica integrativa. Utilizou-se as bases de dados: LILACS, SciELO, Pepsic, PubMed e Ebscohost, com os descritores: terapia cognitivo comportamental AND infantil AND pais. IncluÃram-se artigos dos último 10 anos, em português e inglês e disponÃveis on line. ExcluÃram-se artigos de outras abordagens teóricas e aqueles que focavam na adolescência. Como resultados, encontrou-se 16 artigos na LILACS, 4 na SciELO e 457 artigos na base de dados Ebscohost. Nenhum artigo foi localizado nas bases de dados Pepsic e PubMed. Os artigos foram filtrados e 5 abordaram a temática proposta. Os resultados mostraram que os estudos são bastante heterogêneos quando se trata da influência da participação de pais no atendimento infantil. A complexidade da interação e relação entre pais e filhos interfere significativamente no âmbito familiar, social e individual da criança, influenciando na ocorrência de comportamentos disfuncionais, contribuindo para o surgimento ou agravamento de transtornos psiquiátricos em crianças (Lobo, Katherine, & Ilana, 2011). Os resultados são benéficos quando os pais participam da terapia (Oliveira, Gastaud, & Ramires, 2018). É de suma importância a prática de programas direcionados ao treinamento desses pais, seja com o intuito de diminuir sintomas ou somente buscando a promoção de saúde psÃquica nas famÃlias. Com isso, é possÃvel modificar o contexto em que a criança está inserida, estruturando uma mudança duradoura (Westphal & Habigzang, 2016). Considerando os estudos encontrados, é possÃvel observar a escassez de material relacionado ao tema, o que dificulta uma maior explanação da importância dos pais no tratamento psicoterapêutico infantil.