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Influência das diferentes geometrias de implantes na longevidade clÃnica e manutenção da margem óssea: revisão sistemática
Última alteração: 2018-09-03
Resumo
O objetivo do estudo foi avaliar, através de uma revisão sistemática, a influência de diferentes geometrias de implantes na longevidade clÃnica e na manutenção do tecido ósseo marginal. Para isso foram realizadas buscas eletrônicas nas bases de dados MEDLINE, Scopus e Web of Science, limitadas a estudos escritos em inglês e publicados de 1996 a 2017. Apenas ensaios clÃnicos randomizados que compararam implantes dentários e suas geometrias foram incluÃdos. Dois revisores, de forma independente, selecionaram os estudos, extraÃram os dados e avaliaram o risco de viés dos estudos incluÃdos. Das 4006 referências identificadas através da busca, 24 foram consideradas elegÃveis para análise de texto completo, das quais, 10 estudos foram incluÃdos nesta revisão. Um comportamento semelhante de perda óssea marginal entre geometrias cônicas e cilÃndricas foi observado; no entanto, os implantes que apresentavam micro-roscas no pescoço apresentaram uma ligeira diminuição da perda óssea marginal em relação aos implantes com pescoço reto ou liso. As taxas de sucesso e sobrevivência foram altas, com os implantes cilÃndricos apresentando taxas de sucesso e sobrevivência mais altas do que os cônicos. Pode-se concluir que a geometria dos implantes parece ter pouca influência na perda óssea marginal e nas taxas de sobrevivência e sucesso após 1 ano de colocação do implante; entretanto, as evidências nesta revisão sistemática foram classificadas como muito baixas devido a limitações referentes ao desenho do estudo, ao tamanho da amostra e ao viés de publicação.